Dicas e Curiosidades

GUIA DE POSSE RESPONSÁVEL

- Filhotes são encantadores
Mas a decisão de levar um cãozinho ou gatinho para casa exige reflexão. Afinal, você estará assumindo a responsabilidade por uma vida e esse compromisso pode durar de 12 a 15 anos.

- Comprar ou adotar por impulso
É um grande erro. Muitas pessoas não resistem ao charme do filhote e depois se arrependem, pois não estavam preparadas para atender a todas as necessidades dele. O fim dessa história costuma ser triste: rejeição e abandono do animal.

- Outro ponto importante:
Os animais não são filhotes para sempre. Eles crescem e um dia envelhecem. E é na fase final da vida que eles mais vão precisar da atenção e da dedicação de seus proprietários.

- A escolha consciente,
Por sua vez, é sinônimo de final feliz!
O animal ganha um lar e um guardião que tratará da melhor forma possível. E o proprietário desfruta do privilégio de dividir sua vida com um companheiro afetuoso e fiel.


O convívio com um animal de estimação é benéfico para qualquer pessoa, e em especial para as crianças. Mas, para  que essa parceria  seja perfeita, é importante manter o animal sempre limpo, vacinado e livre de parasitas.

Vermifugação -  Deve começar por volta dos 30 dias de vida.
Os reforços são anuais. Consulte o veterinário.

Vacinação - Deve ser feita pelo veterinário. No primeiro ano, cães e gatos necessitam de quatro doses de vacina polivalente. A anti-rábica deve ser aplicada a partir dos quatro meses de idade.
Reforços anuais.

Alimentação balanceada - Existem boas rações no mercado, planejadas para as necessidades específicas do seu animal. Alimentação caseira tende a ser menos balanceada. Nunca de restos de comida!

Higiene - Dê banhos com água morna e shampoo apropriado.
Contra pulgas e outros parasitas, use produtos específicos.
Mantenha a pelagem escovada, o espaço dele limpinho e as vasilhas impecáveis!

Passeios – Cães precisam de exercício e adoram passear.
Use sempre coleira e guia. Leve um saquinho para recolher as necessidades.

Identificação – Alguns municípios disponibilizam este serviço. Em cidades que não tem essa opção, providencie coleira e plaqueta.


- Antes de ter um animal, considere que seu tempo médio de vida é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos financeiros para mantê-lo e quem cuidará dele nas férias ou nos feriados prolongados.

- Adote animais de abrigos públicos e privados ou lares temporários (vacinados e/ou castrados) em vez de comprar por impulso.

- Informe-se sobre as características e necessidades da espécie escolhida (tamanho, peculiaridade, espaço físico necessário).

- Mantenha seu animal sempre dentro de casa, nunca solto na rua. Para os cães, passeios são fundamentais, mas somente com coleira/guia e conduzido por pessoa que possa conter o animal.

- Dê educação, se necessário por meio de adestramento, mas respeite as características do animal.

- Cuide da saúde física do animal. Dê-lhe abrigo, alimento, vacinas e leve-o ao veterinário. Dê banho, escove e exercite-o regularmente.

- Zele pela saúde psicológica do animal.  Dê atenção, carinho e um ambiente adequado.

- Recolha e jogue os degetos em local apropriado.

- Identifique o animal com plaqueta e procure conhecer a legislação do local.

- Evite as crias indesejadas de cães e gatos. Castre os machos e as fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contra-indicações. Consute sempre um médico veterinário.


O animal de estimação é um membro da família, que merece amor, carinho, respeito e dedicação. Além disso, o abandono e outros atos de crueldade podem ser punidos com multas e prisão.


Com base na quantidade de cachorros que estão espalhados por nosso território (cerca de 50 milhões), poderíamos dizer que o Brasil é um país de pessoas que adoram cães, certo? Não exatamente. Ou seja, há sim muita gente que ama cachorros e cuida deles como se fossem bebês, mas também existe um bocado de gente que os destrata e os abandona, como se eles fossem um brinquedo usado. Neste breve relatório sobre a situação dos animais no Brasil, alguns números e comportamentos mostram que a situação dos melhores amigos dos brasileiros carece de mais cuidado.

O Brasil tem a segunda maior população canina do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (onde vivem 60 milhões de cachorros). Por aqui, estima-se que haja 31 milhões de cães com dono, ou domiciliados - segundo dados da Anfal Pet (Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação) -, mais 20 milhões que vivem nas ruas (estimativa com base em estatísticas da Organização Mundial de Saúde). Embora esses dados denotem a popularidade dos cães no país - uma em cada sete pessoas possui um cachorro -, isso não significa que seus direitos e necessidades sejam garantidos.

A falta de cuidados com os bichos reflete-se na baixa expectativa de vida dos cachorros, estimada em apenas 3 anos. Embora um cão possa viver até os 18 anos, nos Estados Unidos e Suécia a expectativa de vida deles é de 10 anos e no Japão chega a 8,3 anos. De acordo com pesquisadores da USP, Metodista, Unip e Unicsul, não só a expectativa de vida dos cães é muito baixa, como também as causas de morte são boa parte das vezes relacionadas a falta de informação, dificuldades econômicas e negligência por parte dos donos.

Ao passo que há cada vez mais serviços voltados para o bem-estar dos cãezinhos de raça e com pedigree, os chamados pets, a procriação indiscriminada dos cães de rua ocorre de modo desenfreado - e por culpa dos humanos. Muita gente acaba adquirindo um filhote sem pensar que, quando ele crescer, terá necessidade de comida, água, higiene e atenção. Quando alguém abdica dessa responsabilidade, o animal normalmente é abandonado à própria sorte, longe de um lar. Também são corriqueiros casos em que cadelas emprenham, têm filhotes em casa e, sem saber o que fazer com os pequenos bichinhos, os donos os colocam em caixas, largando-os nas praças. A partir daí, muitos destes bichos sobrevivem em condições precárias perambulando pelas ruas ou simplesmente morrem. O que mais mata os cachorros são as doenças infecciosas (35%), como cinomose e parvovirose, que poderiam ser facilmente evitadas com vacinas. As neoplasias, ou tumores, que costumam encabeçar essa lista em outros países, aqui caem para o segundo lugar.

Este quadro indica dois fatores importantes sobre a situação dos cães no país. Um deles é a pouca eficácia dos programas de vacinação e controle de natalidade. "Essas doenças são como aquelas que nós pegamos na infância: comuns e facilmente evitadas com vacinas. No entanto, esse alto número mostra que não estão sendo tomadas as medidas necessárias", afirma o professor da Faculdade de Veterinária da USP, Enrico Ortolani.

Outro indício é que muitos dos donos de cães não se responsabilizam pelo bem-estar do animal. Embora não praticar a 'Posse Responsável' - ou seja, assegurar os direitos do animal, como integridade física, cuidados médicos e alimentação - seja considerado crime ambiental, a consciência dessas obrigações ainda é pouco disseminada. O maior exemplo disso é o alto índice de abandono - só a Associação Protetora de Animais São Francisco de Assis (Apasfa) recebe pelo menos 50 denúncias por dia. E para os cães que vivem nas ruas, o cenário é ainda pior. Embora os animais sem dono não tenham sido incluídos no estudo sobre expectativa de vida e causas de morte, sabe-se que são bem mais suscetíveis a esses perigos.

Mudanças em vista?

Se a realidade é ruim, os defensores dos animais estão batalhando para mudar isso. Recentemente, bons exemplos estão acontecendo nas cidades de São Paulo e Porto Alegre. Para incentivar a Posse Responsável, evitar maus tratos, superpopulação e também a transmissão de doenças, essas duas grandes cidades conseguiram fazer com que, tanto cães como gatos, sejam vacinados, castrados e recebam chip de identificação antes de serem adotados. O objetivo é conseguir controlar as vacinas que os animais recebem e também responsabilizar os donos por eventuais maus-tratos e abandono.

Além disso, em São Paulo, nenhum animal saudável pode ser sacrificado desde o ano passado por conta de uma lei municipal. Antes dessas novas iniciativas, os Centros de Controle de Zoonoses (CCZ) costumavam limitar-se ao encaminhamento desses animais para adoção ou sacrifício.

Se na sua cidade essas iniciativas ainda não foram implementadas, você também pode dar o exemplo: só adotar se puder mesmo cuidar do animal, castrar seu bichinho adotado, freqüentar as campanhas de vacinação e não deixar de denunciar maus-tratos. São várias iniciativas que podem melhorar a situação dos cães no Brasil. Porque não basta adorar cães, é preciso participar, cuidando deles com muito carinho.
 


ANTÍDOTO CONTRA ENVENENAMENTO

Dr. Marcel Benedeti, deu esta dica de como agir em caso de suspeita de envenenamento de animais.

"Quando houver a suspeita, dar água morna salgada ou água oxigenada 10 vol. (uma colher de sopa), que em contato com o estomago vira água morna salgada e faz o animal vomitar e depois dar ATROVERAN (1 gota por kg de peso de 6 em 6 horas), que o melhor antídoto para venenos como 1080 e chumbinho. Mantenha sempre o atroveram por perto e transmita as pessoas que você conhece. Isso pode salvar vidas.

Acrescento que o carvão vegetal também ajuda muito em envenenamentos (humanos também), porque é absorvente. Já existe na farmácia em comprimidos.


Com base na quantidade de cachorros que estão espalhados por nosso território (cerca de 50 milhões), poderíamos dizer que o Brasil é um país de pessoas que adoram cães, certo? Não exatamente. Ou seja, há sim muita gente que ama cachorros e cuida deles como se fossem bebês, mas também existe um bocado de gente que os destrata e os abandona, como se eles fossem um brinquedo usado. Neste breve relatório sobre a situação dos animais no Brasil, alguns números e comportamentos mostram que a situação dos melhores amigos dos brasileiros carece de mais cuidado.

O Brasil tem a segunda maior população canina do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (onde vivem 60 milhões de cachorros). Por aqui, estima-se que haja 31 milhões de cães com dono, ou domiciliados - segundo dados da Anfal Pet (Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação) -, mais 20 milhões que vivem nas ruas (estimativa com base em estatísticas da Organização Mundial de Saúde). Embora esses dados denotem a popularidade dos cães no país - uma em cada sete pessoas possui um cachorro -, isso não significa que seus direitos e necessidades sejam garantidos.

A falta de cuidados com os bichos reflete-se na baixa expectativa de vida dos cachorros, estimada em apenas 3 anos. Embora um cão possa viver até os 18 anos, nos Estados Unidos e Suécia a expectativa de vida deles é de 10 anos e no Japão chega a 8,3 anos. De acordo com pesquisadores da USP, Metodista, Unip e Unicsul, não só a expectativa de vida dos cães é muito baixa, como também as causas de morte são boa parte das vezes relacionadas a falta de informação, dificuldades econômicas e negligência por parte dos donos.

Ao passo que há cada vez mais serviços voltados para o bem-estar dos cãezinhos de raça e com pedigree, os chamados pets, a procriação indiscriminada dos cães de rua ocorre de modo desenfreado - e por culpa dos humanos. Muita gente acaba adquirindo um filhote sem pensar que, quando ele crescer, terá necessidade de comida, água, higiene e atenção. Quando alguém abdica dessa responsabilidade, o animal normalmente é abandonado à própria sorte, longe de um lar. Também são corriqueiros casos em que cadelas emprenham, têm filhotes em casa e, sem saber o que fazer com os pequenos bichinhos, os donos os colocam em caixas, largando-os nas praças. A partir daí, muitos destes bichos sobrevivem em condições precárias perambulando pelas ruas ou simplesmente morrem. O que mais mata os cachorros são as doenças infecciosas (35%), como cinomose e parvovirose, que poderiam ser facilmente evitadas com vacinas. As neoplasias, ou tumores, que costumam encabeçar essa lista em outros países, aqui caem para o segundo lugar.

Este quadro indica dois fatores importantes sobre a situação dos cães no país. Um deles é a pouca eficácia dos programas de vacinação e controle de natalidade. "Essas doenças são como aquelas que nós pegamos na infância: comuns e facilmente evitadas com vacinas. No entanto, esse alto número mostra que não estão sendo tomadas as medidas necessárias", afirma o professor da Faculdade de Veterinária da USP, Enrico Ortolani.

Outro indício é que muitos dos donos de cães não se responsabilizam pelo bem-estar do animal. Embora não praticar a 'Posse Responsável' - ou seja, assegurar os direitos do animal, como integridade física, cuidados médicos e alimentação - seja considerado crime ambiental, a consciência dessas obrigações ainda é pouco disseminada. O maior exemplo disso é o alto índice de abandono - só a Associação Protetora de Animais São Francisco de Assis (Apasfa) recebe pelo menos 50 denúncias por dia. E para os cães que vivem nas ruas, o cenário é ainda pior. Embora os animais sem dono não tenham sido incluídos no estudo sobre expectativa de vida e causas de morte, sabe-se que são bem mais suscetíveis a esses perigos.

Mudanças em vista?

Se a realidade é ruim, os defensores dos animais estão batalhando para mudar isso. Recentemente, bons exemplos estão acontecendo nas cidades de São Paulo e Porto Alegre. Para incentivar a Posse Responsável, evitar maus tratos, superpopulação e também a transmissão de doenças, essas duas grandes cidades conseguiram fazer com que, tanto cães como gatos, sejam vacinados, castrados e recebam chip de identificação antes de serem adotados. O objetivo é conseguir controlar as vacinas que os animais recebem e também responsabilizar os donos por eventuais maus-tratos e abandono.

Além disso, em São Paulo, nenhum animal saudável pode ser sacrificado desde o ano passado por conta de uma lei municipal. Antes dessas novas iniciativas, os Centros de Controle de Zoonoses (CCZ) costumavam limitar-se ao encaminhamento desses animais para adoção ou sacrifício.

Se na sua cidade essas iniciativas ainda não foram implementadas, você também pode dar o exemplo: só adotar se puder mesmo cuidar do animal, castrar seu bichinho adotado, freqüentar as campanhas de vacinação e não deixar de denunciar maus-tratos. São várias iniciativas que podem melhorar a situação dos cães no Brasil. Porque não basta adorar cães, é preciso participar, cuidando deles com muito carinho.



CASTRAÇÃO

A castração consiste em uma cirurgia feita em cães e gatos, fêmeas e machos, para impedir que se reproduzam sem controle.

Algumas pessoas se ressentem ou até se escandalizam quando são aconselhadas que castrem seus animais. Mas você já parou para olhar a quantidade de cães e gatos de rua que a nossa cidade possui? Você já parou para pensar na quantidade de doenças que eles podem transmitir para outros animais e para os seres humanos? E aí? O que fazer? Agir como nas cidades que possuem centros de zoonoses e deixar a carrocinha pegar estes animais e levá-los para um depósito, onde a grande maioria é exterminada?  (Dr. Leandro Leite da clínica veterinária CenterVet - Lavras)

Acreditamos que nada disso é a solução!!!
O aumento dessa população é um problema sério. Segundo a Amercian Human Association, uma cadela de 7 anos pode gerar 5.432 descendentes, já para uma gata esse número é muito maior, são 509.097 descendentes. São números realmente assustadores, desconhecidos da maioria das pessoas. Isso explica o grave problema da superpopulação desses animais, com a morte de milhares deles, e que muitas vezes pode ser evitado por meio da informação. Estes números provam que tentarmos reduzir a população com apreensão e eutanásia é no mínimo falho além de ser um crime.


Progressão geométrica da reprodução

CANINOS         FELINOS
1º ANO  8 1º ANO 12
2º ANO 16 2º ANO 66
3º ANO 48 3º ANO 382
4º ANO 134 4º ANO 2.201
5º ANO 402 5º ANO 12.680
6º ANO 1.206 6º ANO 73.041
7º ANO 3.618 7º ANO 420.175
TOTAL 5.432 TOTAL 509.097
Fonte: www.eugostodebicho.com.br
 
Esterilizando 1 cadela, em 7 anos não nascerão 5.432 cães.
Esterilizando 10 cadelas, em 7 anos não nascerão 54.320 cães.
Esterilizando 1 gata, em 7 anos não nascerão 509.097 gatos.
Esterilizando 10 gatas, em 7 anos não nascerão 5.090.970 gatos.


1. Diminui drasticamente o risco de doenças nas vias uterinas e, principalmente, do câncer de mama, útero, próstata e testículos.

2. Elimina a Gravidez Psicológica, estado presente em algumas fêmeas após o término do cio, o que ocasiona aumento das mamas (muitas vezes com edema) com produção de leite e irritabilidade excessiva.

3. Elimina o risco do câncer dos órgão genitais.

4. Diminui o risco das fugas e brigas, que podem acarretar acidentes graves e até fatais.

5. Acaba com os latidos, uivos e miados excessivos que ocorrem por ocasião do cio.

6. Elimina os estados de excitação por falta de cruzamentos - e o embaraço gerado com as visitas!

7. Nas cadelas, elimina a inconveniente perda de sangue no período de cio, assim como as desagradáveis reuniões de machos na porta de sua residência.

8. Diminuiu o hábito dos cães e gatos de urinar em paredes e móveis para marcar território. A urina também perde o odor forte e desagradável.


Nas fêmeas, consiste na retirada do útero, trompas e ovários. Nos machos, a retirada dos testículos.

A cirurgia é feita com anestesia geral, é simples mas deve ser executada apenas por veterinários devidamente habilitados para tal. O animal não precisa ficar internado e, em torno de uma semana estará totalmente recuperado, com mínimo de desconforto.

A castração pode ser feita a partir dos 2 meses de idade e, no caso da fêmea, recomenda-se antes do primeiro cio. Porém nada impede que ela ocorra durante o ciclo normal de vida (2, 3, 4... anos).


- Controle populacional de cães e gatos  
- Evitar ataques de cães
- Evitar acidentes de trânsito          
- Melhoria na convivência urbana
- Evitar ninhadas não desejadas          
- Controle de doenças


- "Castração engorda?”
O animal não engorda devido à castração e sim pela diminuição de suas atividades físicas, necessitando, portanto, mais exercícios.

- "Eu não posso pagar!”
O custo da operação será amplamente compensado por futuros custos com alimentação, vacinas, etc., do animal gestante e crias, bem como eventuais complicações no parto ou despesas com cirurgias e medicamentos decorrentes de doenças em animais não castrados (ex. Piometra). Hoje, várias clínicas realizam castrações a preços reduzidos ou facilitam o pagamento. Consulte os Veterinários parceiros da ONG.
 
- “Eu sempre arrumo pra quem dar os filhotes”
Nem sempre isso é verdadeiro, sendo mais comum a atitude de querer se livrar de um problema. É sempre bom lembrar que uma fêmea pode gerar dezenas de filhotes que, por sua vez, crescerão e terão outras crias, multiplicando o problema. Para que deixar novos filhotes nascerem se não há lares suficientes para os que já existem?

- “Ele não tomará mais conta da casa”
Os animais castrados não perdem o instinto de proteger seu território. Por outro lado, perde o indesejável costume de urinar em diversos cantos. Cabe ainda lembrar que animais castrados ficarão mais caseiros, deixando de se envolver em brigas na disputa de fêmeas.

- “Mas ela precisa ter pelo menos uma cria...”
Ter uma cria não acrescenta saúde ao animal e sim mais animais ao problema. Pesquisas mostram que, quanto mais cedo for realizada a castração, menores as chances da fêmea desenvolver câncer de mama. A castração também prevenirá o surgimento de Piometra, doença freqüente em fêmeas adultas.

- “Meu animal vai sofrer?”
A cirurgia, feita sob anestesia geral, é indolor. Dentro de um ou dois dias, o animal estará brincando e retomará suas atividades normais.

- “Eu estarei interferindo na natureza do meu animal?”
Seu animal não tem escolha, segue apenas o instinto. É dever do proprietário intervir e prevenir nascimentos indesejados, agindo da maneira mais correta. O animal será beneficiado e não subtraído de algo.


CUIDADOS COM CÃES

A mãe pode transmitir vermes aos filhotes, tanto pela placenta como pelo aleitamento. Vermifugar a fêmea antes do acasalamento é uma medida preventiva para que os filhotes nasçam livres de vermes. Todos os filhotes devem ser vermifugados no seguinte esquema:

- 30 Dias de Idade          1ª dose de vermífugo
- 45 Dias de Idade          2ª dose de vermífugo
- 60 Dias de Idade          3ª dose de vermífugo

Recomenda-se exame de fezes logo que o animal chega para a pesquisa de protozoários. O veterinário irá prescrever o vermífugo para o seu cão. Animais adultos devem ser vermifugados com freqüência, principalmente antes das vacinas anuais.

Existem áreas em que é comum o "verme do coração" (dirofilariose). Informe-se com o seu veterinário para iniciar um tratamento de prevenção da dirofilariose.


A partir de 45 dias de idade, com sabão de coco e/ou shampoo neutro não inseticida (antipulgas). Existem shampoos para cada tipo de pelagem (clara, escura, 2 em 1), assim como shampoos anti-alérgicos e para tratamento dermatológico (exemplo: seborréia, micoses). Raças de pelagem longa podem fazer uso de condicionadores da linha para animais para desembaraçar a pelagem.

Caso o filhote tenha pulgas dar banhos com sabonete de enxofre. Nunca dê banhos contra pulgas utilizando produtos inseticidas em filhote com menos de 6 meses. Consulte seu veterinário quanto a tratamentos com produtos antipulgas à venda em PetShop. Banhar o animal com água morna e colocar algodão nos ouvidos para evitar a entrada de água.


Escovar diariamente o animal para a retirada de pêlos mortos e poeira, e verificar a presença de parasitas (pulgas, carrapatos, etc.). Raças de pelagem longa recebem uma primeira tosa aos 3 ou 4 meses e depois periodicamente (a cada 2 meses). Manter o pêlo curto no verão para evitar pulgas.


As fêmeas entram no cio entre 8 meses a 1 ano de idade, variando com a raça e o tamanho do animal. O cio dura em torno de 15 dias e é acompanhado de um sangramento (de leve a moderado) e aumento perceptível da região genital. Algumas fêmeas não apresentam sangramento ("cio seco"). A castração é um método muito eficaz de controle de natalidade, quando o dono não pretende cruzar a cadela. Castrada, a cadela não tem mais cios.

- 30 Dias de Idade

 

         1a. dose de vermífugo

 

- 45 Dias de Idade

 

         2a. dose de vermífugo

 

- 60 Dias de Idade

 

         3a. dose de vermífugo

 

O macho não tem cio e torna-se apto à reprodução a partir de 1 ano. Ele pode começar a ter manifestações sexuais a partir de 3 meses de idade, principalmente quando sentir o cheiro de uma fêmea no cio.  A castração também é feita no macho para diminuir o hábito de demarcar território, urinando pela casa e não fuja atrás de fêmeas no cio.


A troca de dentes se inicia com 3,5 meses de idade e termina aos 6 meses. O cão tem grande tendência a formar tártaro, o que provoca o mau-hálito e a perda precoce dos dentes permanentes. A cárie também ocorre em animais que recebem alimentos doces com freqüência. Existem serviços odontológicos especializados para cuidar dos dentes do seu cão.

A higiene da boca do cão pode ser feita através de escovação. Existem escovas e pastas dentais para cães. A escovação deve ser feita 2 a 3 vezes por semana, no mínimo. Embora seja o método ideal, nem todos os cães aceitam e muitos donos não conseguem manter a freqüência de escovação. A escova também pode ser substituída por um chumaço de algodão esfregado nos dentes do animal.

Pedaços de cenoura crua devem ser oferecidos entre as refeições para que o cão seja estimulado a roer, assim como ossos artificiais (couro) ou naturais (joelho de boi). O ato de roer é a escovação natural do cão, mas muitas vezes somente ela não impede o acúmulo de tártaro e o mau-hálito.


Filhotes a partir de 45 dias de idade: ração para filhotes certamente é a melhor opção.

Existem muitos tipos (secas, semi-úmidas ou úmidas), sabores (carne, frango, carneiro, fígado, etc.) e marcas no mercado. Na primeira consulta, o veterinário recomendará o tipo de ração que você deverá fornecer ao filhote. A quantidade de ração a ser dada varia com a raça e o peso do animal. Os fabricantes de ração, na própria embalagem do produto, fazem a recomendação da quantidade ideal.

Mesmo que o filhote rejeite a ração, insista. Não fique tentando oferecer outro tipo de alimento como carne e arroz, isso só vai piorar. Misture ração úmida, em latinha ou sachê, junto com a ração seca para torná-la mais atrativa.

Cães a partir de 1 ano de idade: ração para cães adultos - seca, úmida ou semi-úmida, 2 vezes ao dia. Você pode misturar ração seca com ração úmida, seguindo a proporção indicada pelo fabricante.
Dicas:

  • Os filhotes comem 3 a 4 vezes ao dia quando pequenos;
  • Os filhotes passam a comer menos à medida em que vão crescendo; assim, reduza o número de refeições gradativamente. O adulto (a partir de 1 ano) come 2 vezes ao dia;
  • A ração para adultos deve ser dada a partir de 1 ano de idade. O excesso de alimentação causará obesidade e inúmeros problemas ao animal;
  • Restos de comida, doces, massas e tudo o que não for prescrito pelo veterinário deve ser evitado, mesmo que o cão goste ou queira comer. O cão que "pede" comida da mesa dos donos deve ser repreendido ou retirado do local das refeições familiares;
  • Mudanças alimentares devem ser feitas gradativamente ou o animal poderá apresentar diarréia;
  • Cães de raças grandes devem ser alimentados 2 vezes ao dia quando adultos. Isto evita que ele coma grandes quantidades de alimento de uma vez e venha a ter uma torção do estômago.


O filhote que não recebe uma alimentação balanceada necessita de complementação de cálcio e vitaminas no primeiro ano de vida, época de crescimento muito acelerado. A falta de cálcio nessa fase causará o raquitismo. No entanto, cães  que se alimentam exclusivamente de ração balanceada, de boa qualidade, podem ter as necessidades de cálcio supridas, desde que se alimentem corretamente, na quantidade indicada pelo fabricante da ração.

De qualquer forma, o veterinário que acompanhará o crescimento do cão deverá analisar o caso, o tipo de alimentação e a necessidade de cálcio e vitaminas para o animal.


É, sem dúvida, o cuidado mais importante tanto para o filhote como para o cão adulto. Os animais devem ser imunizados antes de começarem a freqüentar as ruas. Existem muitas doenças virais que podem acometer os cães e são causadoras de um grande número de mortes, principalmente nos filhotes.

Para ser vacinado, o animal deve estar saudável, sem frebre ou diarréia, e previamente vermifugado. Se isso não for observado, pode ocorrer falha vacinal, ou seja, o organismo não responder plenamente à vacinação.

As vacinas que seu cão deve receber e intervalos entre as doses devem ficar a critério do veterinário que irá cuidar de seu animal. As vacinas múltipla (V8 ou V10) e anti-rábica são obrigatórias em qualquer esquema de vacinação. Abaixo, um calendário para a vacinação de filhotes, com as vacinas existentes no mercado:

- 45 a 60 dias:  1a. dose vacina múltipla* 1a. dose vacina contra Giardia vacina contra a tosse dos canis
- 21 dias após a 1a. dose:  2a. dose vacina múltipla 2a.dose vacina contra Giardia
- 21 dias após a 2a. dose:  3a. dose vacina múltipla
- A partir de 4 meses de idade:  anti-rábica
Este quadro mostra todas as vacinas disponíveis no mercado. Cabe ao veterinário decidir o melhor esquema para cada animal.

*cinomose, hepatite, parvovirose, 4 tipos de leptospirose, coronavirose, parainfluenza, laringotraqueíte.
**o intervalo entre vacinas pode ser feito a cada 21 dias.

Cães adultos que nunca foram vacinados ou filhotes que já passaram da época de vacinação devem receber 2 doses de vacina múltipla (intervalo de 21 dias entre elas) e 1 dose de vacina anti-rábica. Isso também vale para cães de procedência desconhecida, quando não se tem conhecimento ou certeza sobre o histórico de vacinação.

Além dessas vacinas, existe a imunização contra a leishmaniose ou calazar, uma importante zoonose (doença que pode ser transmitida ao homem pelo animal). Essa vacina é aplicada em regiões onde a doença é comum e deve ser antecedida de exames para detectar se o cão já tem a doença.

Não se deve vacinar filhotes com menos de 45 dias de idade, a menos que a cadela nunca tenha sido vacinada, pois as vacinas podem ser inativadas pelos anticorpos passados da mãe para a cria.

Silvia C. Parisi -  médica veterinária - (CRMV SP 5532)
Capturado do Site Vida de Cão:  http://www.vidadecao.com.br


DOENÇAS

A dirofilariose é uma doença parasitária cardiopulmonar fatal para os cães e gatos, é considerada atualmente como um dos grandes problemas clínicos, que promete tornar-se mais sério com o tempo e ainda nenhuma solução realmente definitiva foi proposta. É causada pela Dirofilaria immitis, um parasita que se aloja no coração e artérias pulmonares de animais picados por mosquitos transmissores. A maioria dos cães e gatos infectados não apresenta sintomas clínicos até que a doença atinja um estágio mais avançado, facilitando assim sua transmissão para outros animais.

A dirofilariose é também considerada uma zoonose, pois há relatos de que a Dirofilaria immitis pode parasitar o homem quando picado por um mosquito transmissor. Entretanto em humanos, este parasita não completa seu ciclo, pois se aloja no pulmão e fica encapsulado. O que ocorre é que o parasita encapsulado no paciente humano costuma ser confundido com tumor, o que freqüentemente leva a cirurgias delicadas e traumáticas (toracotomias).

A dirofilariose está amplamente disseminada ao longo de grande parte dos trópicos. A infecção pelo verme do coração em cães já foi diagnosticada em todo o mundo, existindo regiões endêmicas em várias regiões dos Estados Unidos, principalmente ao longo da Costa do Atlântico e do Golfo do México, onde prevalecem os mosquitos de charco de água salgada, sendo que em alguns locais foi constatado que a metade dos cães examinados estava infectada. Áreas endêmicas no Japão e Austrália, apresentam importantes desafios para os veterinários, embora estas altas taxas tenham contribuído bastante para a compreensão da dirofilariose e seu tratamento.

Estima-se que pelo fato do Brasil ser um país tropical, com inúmeras espécies de mosquitos ou pernilongos sugadores de sangue e potencialmente vetores da doença (Aedes sp, Culex sp, Anopheles sp, etc.), o problema seja ainda bem mais grave pois faltam mais pesquisas científicas e levantamentos estatísticos que nos mostrem com que freqüência a dirofilariose ocorre em nosso meio. Vale salientar que países com graus bem menores de incidência da doença do verme do coração atualmente empregam programas muito mais agressivos de prevenção. Uma vez criado um reservatório de canídeos selvagens e domésticos portadores da dirofilariose e fora do alcance de cuidados veterinários, a sua erradicação torna-se improvável.

O ciclo biológico da Dirofilaria immitis pode envolver muitas espécies de mosquitos. Os mosquitos-fêmeas ao obterem seu repasto de sangue de um cão ou gato infectado por microfilárias (forma larval da Dirofilaria immitis) funcionam como hospedeiros intermediários. Estas microfilárias se desenvolverão e se tornarão amadurecidas no interior do mosquito depois de 2 a 2,5 semanas. Após este tempo, quando este mosquito infectado picar um cão ou gato saudável para se alimentar, as pequenas larvas serão depositadas junto com a saliva do mosquito na pele do animal. Estas larvas migrarão ativamente nos tecidos corporais nos próximos 100 dias, deslocando-se para o sistema vascular e depois para as pequenas artérias pulmonares. Na fase adulta, grande parte das dirofilárias estarão residindo nas artérias pulmonares caudais. Entretanto, com o aumento da quantidade das larvas adultas, elas se deslocarão para o coração, particularmente o ventrículo direito, átrio direito e se ainda for maior o número das larvas, também para a veia cava. Depois de aproximadamente 6 meses após a penetração das larvas infectantes no cão ou gato, ocorrerá a primeira microfilaremia, ou liberação de microfilárias na corrente sangüínea pelas fêmeas de dirofilárias adultas instaladas no coração. Por sua vez, estas microfilárias circulantes sendo ingeridas pelos mosquitos hematófagos fecharão o ciclo.
 
O método de diagnóstico de maior sensibilidade é o teste de antígeno, pois é quase 100% específico. Algumas vezes podem não ser detectadas microfilárias no sangue (resultado negativo para microfilárias) e o animal apresentar pelo menos um verme fêmea maduro, dando portanto resultado positivo no teste de antígeno.

Apesar de existir formas de tratamento relativamente seguras e eficazes, todos esquemas razoáveis de tratamento clínico, no mínimo, requerem hospitalização temporária dos animais infectados, mesmo assim oferecendo um apreciável risco de morte e não há qualquer sucesso notável ou duradouro em restituir de maneira eficaz a função fisiológica de cães pesadamente infectados. Eliminar vermes do interior do coração e artérias pulmonares não é tarefa simples e o prognóstico sempre é reservado.

A gravidade da moléstia e seu surgimento são parcialmente o reflexo do número de vermes adultos, que pode variar de 1 a mais de 250 por cão e em gatos existem relatos de que a média de vermes adultos pode variar de 1 a 9. Sabe-se porém que os gatos são mais resistentes à dirofilariose do que os cães, sendo que seu desenvolvimento exige um nível de exposição aos mosquitos mais alto nos gatos que nos cães. As preferências dos mosquitos ditam a incidência de dirofilárias nos gatos nas áreas endêmicas.

O longo período pré-patente de cerca de 6 meses, o cão ou o gato não apresentam nenhuma evidência de infecção, os vermes em desenvolvimento e a migração não causam nenhum dano. O período patente, em que as larvas já podem ser detectadas no sangue circulante é a fase da doença clínica. Nesta fase os vermes adultos provocam obstruções dos vasos, câmaras cardíacas, um desenvolvimento de hipertensão pulmonar progressivo, associada a alterações patológicas na rede arterial pulmonar. A presença das dirofilárias adultas vivas causa endarterite pulmonar e fibrose obstrutiva, levando a uma insuficiência cardíaca direita.

Os cães com dirofilariose típica cansam-se facilmente, tossem, apresentam-se abatidos e freqüentemente com os pelos eriçados. A descompensação do coração direito leva a uma congestão venosa crônica, com cirrose hepática e ascite. A obstrução pulmonar leva a episódios agudos de angústia respiratória, desmaios e em casos mais graves, o animal pode expelir sangue e vermes nos acessos de tosse. Em gatos, os sinais clínicos envolvem principalmente uma doença respiratória intermitente, com tosses, falta de ar, vômitos esporádicos não associados a ingestão de alimentos, perda de peso e falta de apetite.

A redução do número de mosquitos pode ser obtida com a drenagem de charcos de regiões endêmicas. Sabe-se que em locais onde a malária foi erradicada, o verme do coração ainda continuava a ser endêmico, talvez porque este parasita seja menos discriminativo na espécie de mosquito vetor ou mesmo por motivos mais difíceis de serem compreendidos. Em todo o caso, quando as populações de mosquitos são suficientemente diminuídas, o verme cardíaco irá reduzir drasticamente.

O tratamento quimioprofilático preventivo é a ferramenta mais importante no controle do verme do coração. A nós veterinários cabe orientar, instruir e salientar aos clientes sobre a importância de se tratar preventivamente todos os cães, principalmente em épocas mais quentes e úmidas, quando a população de mosquitos aumenta.

Atualmente existe medicamentos microfilaricidas altamente eficazes, geralmente de administração mensal, que matam as microfilárias inoculadas pelos mosquitos infectados nos cães e gatos previamente tratados. É importante lembrar que os benefícios resultantes dos esforços da comunidade em se tratar um maior número de cães com medicamentos microfilaricidas vai muito além daqueles diretamente resultantes dos cães que recebem essa proteção, pois quanto maior o número de cães tratados, menor o risco de propagação desta zoonose.

Convém salientar que é estrategicamente importante de se determinar a condição do verme do coração antes do início do tratamento preventivo no animal, pois pode haver confusão de diagnóstico se já estiver instalado o verme adulto. Neste caso o tratamento microfilaricida preventivo não é o indicado, havendo a necessidade da hospitalização do animal e de se utilizar fármacos específicos que combatam as dirofilárias adulta.

Matéria capturada do Site: http://www.policlinicaveterinaria.com.br/artigos_mostra.asp?id=26 em 22/04/2008.

Agradecemos e recomendamos a visita a Clínica Veterinária de Cotia: http://www.policlinicaveterinaria.com.br


Para entender um pouco da questão PIOMETRA X CASTRAÇÃO, segue um texto extraído da Internet. Entenda o que é essa doença, e mais um bem que você faz ao seu animal, realizando uma castração.
Preste muita atenção ao final no texto: CASTRAR PARA PREVENIR

Um belo dia, aquela cadela tão alegre fica quietinha, no canto dela, lambendo a vulva mesmo não estando no cio, sentindo frio mesmo quando está quente. Pode não ser nada, mas cuidado: alguns desses sintomas podem ser um sinal de que algo não vai bem com ela. O problema pode estar no útero e recebe o nome de Piometra.

A cadela, por algum distúrbio hormonal (desequilíbrio da taxa de hormônios, pode ser provocado por diversos fatores, entre eles uso de medicamentos abortivos ou inibidores do cio), começa a produzir progesterona (hormônio sexual feminino) em alta quantidade. Esse excesso leva a uma alteração das células da mucosa uterina e consequentemente, acúmulo de grande quantidade de líquido dentro do útero. Segundo a veterinária Sílvia Crusco, especialista em reprodução animal, normalmente a piometra acomete a cadela no diesto (período de 60 dias após o cio).

"Esse líquido acaba se contaminando, determinando a piometra", explica a veterinária Neísa Lourenço, de Juiz de Fora (MG). "Por causa do acúmulo, a infecção normalmente não responde bem ao tratamento com antibióticos, já que o líquido presente continuaria "alimentando" a infecção. Além disso, o emprego de antibióticos locais é de pouca valia, pois o formato do útero das cadelas (em "Y") impediria que a lavagem chegasse a todo o útero", explica.
"Além disso, muitas vezes, temos a piometra fechada, onde uma parte mais densa da vagina (o cevix) se encontra fechada, impedindo assim a introdução de uma sonda para lavagem. Em alguns casos, o quadro pode ser mais complicado pela ausência do corrimento (o que facilitaria ao proprietário detectar o problema) e retenção do material purulento. Esse material retido dentro do útero aumenta a gravidade do quadro", diz. "É uma doença silenciosa e só conseguimos diagnosticá-la quando a cadela apresenta sinais clínicos, e se ela não for operada a tempo, dificilmente sobrevive", observa a dra. Sílvia Crusco. "Isso acontece porque a infecção que antes era uterina acaba se generalizando por todo o organismo. Temos aí uma sobrecarga renal, o que torna a cirurgia tardia mais arriscada", confirma a dra. Neísa. Segundo ela, por meio do raio X é possível fazer apenas um diagnóstico presuntivo, que deve ser sempre analisado juntamente com o quadro clínico e com o hemograma, pois há um aumento considerável e característico no número de leucócitos (células de defesa). "A ultrassonografia talvez seja o melhor método para confirmação da suspeita clínica", explica.

SINTOMAS
Nem sempre é fácil identificar os sintomas da piometra. Se a piometra se manifestar de forma "aberta", é possível perceber um corrimento purulento, grosso, mal cheiroso, e muitas vezes com sangue. Já se for fechada, não teremos o corrimento e só veremos os sintomas da fase posterior, já de intoxicação orgânica pela infecção uterina. Nessa fase, o animal apresenta:
aumento no volume e no número de vezes em que a cadela urina
- aumento no consumo de água
- apatia
- febre, vômito e cólicas
- aumento abdominal

CASTRAR PARA PREVENIR
Apesar da maioria dos casos se manifestarem em cadelas a partir dos cinco anos de idade, a piometra pode atingir animais mais jovens. Além disso, por atingir mais cadelas que nunca tiveram cria, há uma mentalidade errônea que induz as pessoas a cruzar suas cadelas para evitar a doença. Acasalar a fêmea a fim de prevenir a infecção não é um método garantido. "A única prevenção eficaz é realmente a castração. Aliás com ela, pela retirada do útero eliminamos de vez o risco da piometra e diminui também o risco de tumores de mama", diz a doutora Neísa.

O tratamento para a doença é a cirurgia para retirada do útero e ovários. "Já presenciei cura de piometra com homeopatia, mas como muitas vezes não temos como arriscar um tratamento, muitos veterinários homeopatas acabam indicando a cirurgia", conta.

Fonte: http://www.petsuper.com.br/piometra.htm


CÃES EM APARTAMENTO

por Cássia Elisabete Souza

Uma moradora de condomínio de Belo Horizonte (MG) pode criar seus dois cães dentro de seu apartamento. A decisão é da juíza Kárin Emmerich e Mendonça, da 23ª Vara Cível de Belo Horizonte. Ela entendeu que os animais de pequeno porte não causam incômodo à coletividade e também não representam ameaça à saúde e ao bem estar dos moradores do prédio.
A viúva, de 74 anos, dona dos cães, é proprietária de um apartamento em um prédio na capital mineira. Depois de cinco anos em que já morava no edifício com os dois cachorros, o condomínio baixou uma norma, fruto de decisão em assembléia, proibindo animais no local. Ela, então, foi à Justiça para assegurar o direito de permanecer com os animais de estimação em sua residência. Os cães são das raças poodle e cocker.
“Em sua decisão, a juíza não se apegou às questões emocionais, mas apenas se baseou no fato de os animais não trazerem prejuízos à coletividade”, disse advogada da moradora, Daysi Dias Mendonça. A advogada alegou que a as regras de condomínio não podem se sobrepor ao direito de propriedade consagrado na Constituição Federal (artigo 5º, XXII) e no Código Civil (artigo 1.228), desde que não cause perturbação ao sossego e à saúde dos condôminos.
A juíza ressaltou que a jurisprudência tem admitido a flexibilização de cláusulas, como as de condomínio, para tornar possível que animais de estimação permaneçam em prédios. Isso quando eles não causam incômodos ou não perturbam o sossego dos demais moradores.
Os representantes do condomínio contestaram os argumentos da ação. Afirmaram que os cães causam prejuízo para a convivência coletiva porque latem durante o dia e à noite. E ainda: urinam pelo edifício. A Justiça não acatou os argumentos. Para a juíza, “os cachorros da autora são animais de pequeno porte e inofensivos, sendo certo que a sua manutenção no interior do apartamento não é capaz de trazer prejuízo, perigo ou incômodo aos moradores”.
Antecedentes
A Justiça já tomou decisões nos dois sentidos com relação à permanência de animais em condomínios. Em setembro de 2007, por exemplo, a 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal decidiu que proprietários de um cão poderiam criá-lo no apartamento, em Taguatinga. A Justiça se baseou nos fundamentos de que os animais de estimação não traziam incômodo, transtorno ou perigo para a coletividade.
Já em outra decisão, da 29ª Vara Cível do Rio de Janeiro, a moradora de um condomínio ficou obrigada a tirar seu poodle toy do apartamento. O juiz Oswaldo Henrique Freixinho julgou procedente o pedido do Condomínio do Edifício Palládio, na Glória. Segundo moradores do condomínio, o animal latia e fazia sujeira no prédio.

Leia a decisão

AUTOS 024.06.086.130-9
COMARCA DE BELO HORIZONTE
23ª VARA CíVEL
SENTENÇA

ajuizou ação de obrigação de não fazer com pedido de tutela antecipada em face de............................

As partes estão qualificadas na petição inicial.

Narra a autora que é proprietária do apartamento onde reside há mais de 5 (cinco) anos, situado no condomínio réu, e que antes de se mudar para o referido imóvel possuía dois cães.
Alega que em junho de 2002 faleceu seu esposo e que no ano de 2005 iniciou-se uma campanha no edifício visando a retirada dos mencionados animais de seu apartamento.
Relata que no dia 16 de maio de 2006 fora realizada Assembléia na qual os moradores insistiram na retirada dos cães e que todos esses acontecimentos lhe trouxeram profundos abalos emocionais
Considerando-se que encontra com 74 (setenta e quatro anos d idade e que tem nos animais sua única companhia). Conclui que os mesmos não trazem nenhum incômodo aos moradores do edifício e pede à antecipação da tutela a fim de que possa continuar com a posse dos animais até o julgamento da presente ação.
Pede a procedência de seus pedidos, a fim de se impedir que o réu os retire de sua posse. Pugna pelos benefícios da Assistência Judiciária Gratuita.
Com a inicial vieram os documentos de fls. 13/26.
Despacho de fls. 30/33 deferindo justiça gratuita à autora, deferindo o pedido de tutela antecipada e determinando a citação do réu.
Devidamente citado, conforme certidão de fls. 38, o réu apresentou a contestação de fls. 42/57, na qual alega, em síntese, que os animais objeto da lide causam prejuízos para convivência coletiva no condomínio, sendo várias as reclamações já feitas por moradores. Narra que a afirmação da autora de que reside sozinha e de que os cães são suas únicas companhias não é verdadeira, visto que moram em seu apartamento uma filha e uma neta. Sustenta que existe norma no condomínio que proíbe a criação de animais nas dependências das áreas individuais e aduz que os cães são inconvenientes, posto que latem durante o dia e à noite, além de urinarem no edifício. Pede sejam julgados improcedentes os pedidos da autora e que seja expedido mandado para a retirada dos animais. Juntou os documentos de fls
Impugnação às fls. 123/140, acompanhada dos documentos de fls.141/147, sobre os quais se manifestou o réu à s fi s. 1 51 /1 52.
Realizada Audiência de Conciliação (Termo às fls. 155), não se obteve acordo.
Despacho de fls. 156 deferindo as provas requeridas pelas partes e designando Audiência de Instrução e Julgamento.
Realizada AIJ (fls. 184/190), foram ouvidas as testemunhas das partes. Nessa ocasião fora fixado prazo para apresentação de alegações finais, o que foi feito pela autora às fls. 192/196 e pelo réu às fls. 197/199.
Realizada nova Audiência de Conciliação (fls. 202), não obteve êxito a proposta de acordo.
Vieram-me os autos conclusos para sentença.
É O RELATÓRIO. DECIDO.
Trata-se de ação cominatória de obrigação de não fazer, por meio da qual a autora pretende seja determinado ao réu que se abstenha de retirar seus cães do edifício onde reside.
O réu se defende sustentando que há no condomínio norma proibitiva da permanência e criação de animais e que cães da autora causam aos moradores profundos incômodos.
Em princípio, as regras elaboradas pelo condomínio devem ser observadas, uma vez que se presume nelas estar expressa a vontade geral dos condôminos.
No entanto, a jurisprudência tem admitido a flexibilização de cláusulas vedatórias, de modo a possibilitar a permanência de animais que não causem incômodos, perturbem o sossego e não constituam ameaça à saúde e à segurança dos demais moradores.
Assim, para que prevaleça a proibição inserida no regulamento do Condomínio réu quanto à manutenção de animais no edifício, há de ser demonstrado o efetivo prejuízo aos ocupantes do prédio, o que não constatei na hipótese dos autos.
Em sua peça de defesa sustenta o réu que os cachorros de propriedade da autora incomodam todos os vizinhos em função da sujeira e latidos à noite.
Em primeiro lugar, ressalto que inexiste nos autos prova de que os animais ocasionam sujeiras nas áreas comuns do prédio, fato que é corroborado pelo depoimento da 1 a testemunha da autora, que afirmou que "também no prédio pode constatar que estava tudo limpo."
Em segundo lugar os documentos de fls. 141/145 demonstram que os cães da autora são regularmente vacinados e medicados, o que afasta o perigo do contágio de doenças.
A meu ver, os latidos dos cães noticiados através dos depoimentos das testemunhas ouvidas neste processo não são capazes de causar transtornos ao cotidiano dos moradores do Condomínio, devendo, in casu, prevalecer a tolerância e a razoabilidade que deve reger a vida em sociedade.
Acresça-se ao exposto que os cachorros da autora são animais de pequeno porte e inofensivos, sendo certo que a sua manutenção no interior do apartamento não é capaz de trazer prejuízo, perigo ou incômodo aos moradores.
Assim, entendo que não se deve obrigar a autora a retirar seus cães do apartamento, quando se sabe que os mesmos não estão causando efetivas perturbações aos condôminos, ou, devido à sua raça e tamanho, não oferecerem riscos à segurança dos moradores.

Neste sentido:

EMENTA: AÇÃO COMINATÓRIA - CONDOMÍNIO - CRIAÇÃO DE ANIMAL EM APARTAMENTO - AUSÊNCIA DE PROVA DA PERTURBAÇÃO AO SOSSEGO, SAÚDE E SEGURANÇA DOS DEMAIS CONDÔMINOS — PROIBIÇÃO CONTIDA EM NORMA INTERNA – INAPLlCABILlDADE.

O condomínio pode estabelecer regras limitativas do direito de vizinhança, conforme autoriza a Lei 4591/64.

A regra interna do condomínio que proíbe a criação .de animais deve ser interpretada teleologicamente, apenas se aplicando quando restar demonstrado que está ocorrendo perturbação ao sossego, saúde e segurança dos demais moradores.

Inexistindo provas de que tais danos estão ocorrendo, permite-se a criação dos animais, não se justificando a aplicação de qualquer penalidade por esse motivo. (T J/MG. Ap. Cível nO/; 2.0000.00.488929-4/000. Dês. ReI.: Heloisa Combat. 09/03/2006)

Ante o exposto, JULGO PROCEDENTES os pedidos da inicial, determinando ao réu que se abstenha de retirar os animais descritos na inicial da posse da autora.

Condeno o réu ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios que, na forma do artigo 20, parágrafo 4° do CPC, fixo em R$ 1.000, devidamente corrigidos a partir desta data até efetivo pagamento.

Belo Horizonte, 26 de fevereiro de 2008.

Kárin Liliane de Lima Emmerich e Mendonça
Juíza de Direito

Revista Consultor Jurídico, 12 de março de 2008